Contra a mineraçom na Serra da Arga

Os coletivos Movimento SOS Serra d’Arga, ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Minho), Centro Social Fuscalho e A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental)  lançam um manifesto contra a minaria de lítio e anunciam próximas açons de denuncia. Difundimos o texto de SOS Serra d´Arga:

O rio que nos une

No passado sábado 22 de Agosto, recebemos alguns representantes das associações galegas ANABAM (Asociación Naturalista do Baixo Mino), Centro Social Fuscallo e A Jalleira (Asociación Forestal e de Educación Ambiental), para uma jornada de trabalho focada no reconhecimento do território e na delineação de acções conjuntas.

A ideia desta iniciativa surgiu aquando da nossa recente deslocação à Galiza para uma sessão de esclarecimento sobre as implicações do projecto mineiro do governo português para o território transfronteiriço comum. A sessão, que ocorreu no Centro Cultural de A Guarda, foi organizada pelos colectivos Centro Social Fuscalho, Anabam (Asociación Naturalista Baixo Minho), A Jalleira, Instituto de Estudos Miñoráns (IEM), Colectivo Carballas e SOS Groba, e teve lotação esgotada. Neste momento de partilha de conhecimentos e vontades, tornou-se evidente a noção da necessidade de estreitarmos a nossa colaboração.

Num percurso com início e fim nas Argas, percorremos parte da Serra d’Arga a pé, visitando alguns dos lugares mais ameaçados pelo projecto de exploração mineira que o governo pretende implementar.

Neste roteiro fomos acompanhados pela realizadora/documentarista Teresa Antunes, que se encontra a desenvolver um trabalho fílmico documental sobre a luta das populações contra a mineração, e que registou imagens da serra e testemunhos das associações presentes.

Finda a caminhada, reunimos no espaço único da Arte na Leira para estruturar as acções que iremos concretizar durante as próximas semanas nas localidades fronteiriças, tendo em vista a sensibilização das populações para a problemática da mineração de lítio que, a avançar, poderá colocar em risco os recursos naturais da região, nomeadamente o rio Minho, o rio que nos une.

Desta aproximação resultou ainda uma declaração conjunta de empenho na defesa do património comum, sob a forma de um Manifesto, escrito em português e em galego:

“O norte de Portugal e a Galiza são casa para dois Povos irmãos, unidos não só pela matriz da língua mas também pela paisagem, pela cultura, e por um rio que nos abraça e aproxima. O Rio Minho está sob a ameaça do projecto de fomento mineiro que o Governo português pretende implementar e que, a ocorrer, irá danificar irremediavelmente o nosso território e comprometer o futuro da água que nos é VITAL. Juntos, galegos e portugueses, não iremos permitir o avanço deste projecto, que mais não fará do que impossibilitar o desenvolvimento sustentável da nossa região comum. Nem um furo na Serra d’Arga!

O Norte de Portugal e a Galiza son casa para dous Pobos irmáns, unidos non só pola matriz da lingua senón tamén pola paisaxe, pola cultura e por un río que nos abraza e nos achega. O Rio Miño está baixo a ameaza do proxecto que o Goberno portugués pretende implementar e que, de acontecer, estragará de xeito irrecuperable o noso territorio, comprometendo o futuro da auga que nos é VITAL. Conxuntamente, a poboación galega e portuguesa, non permitiremos o avance deste proxecto, que impedirá o desenvolvemento sostible da nosa rexión común.

Nin unha perforación na Serra da Arga!”

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