Um ataque contra todas

Baixo este lema: “um ataque contra todas” está em marcha a campanha de solidariedade com as doze independentistas encausadas na operaçom Jaro. O juízo político contra Causa Galiza e Ceivar terá lugar a partir do próximo 19 de Outubro na Audiencia Nacional. A fiscalia pide um total de 102 anos de prisom e umha quantia de até 358.000 euros em multas. Os acusados, pertencentes as organizaçons Causa Galiza e Ceivar, enfrontam-se a umha acusaçom de “pertenza a organizaçom criminal para a comissom de delitos de enaltecemento do terrorismo” e pode supor ademais das penas individuais de entre quatro e doce anos a disoluçom de ambas organizaçons. Umha vez mais o estado carga contra o independentimo noutro episódio que pode deixar um importante precedente repressivo para qualquer movimento contestatário. Som moitas as pessoas que começarom a movilizar-se e a mostrar a sua solidariedade com as acusadas de cara a celebraçom do juízo. Estam-se a suceder estes dias assembleias e palestras em diferentes centros sociais, ademais dumha campanha de autoinculpaçom.

Vulneraçom de direitos

O observatório para a defensa dos direitos e liberdades, ESCULCA, realizou um informe jurídico onde demostra o quebrantamento de múltiples direitos fundamentais das pessoas acusadas e coclue que a operaçom contra o independentismo quebra a liberdade de expressom, o direito de associaçom e a participaçom política das pessoas e grupos acusados. Na própria web de ESCULCA pode-se consultar o detalhado relatório de treze páginas.

Comunicado de Causa Galiza perante o juízo

Causa Galiza quer fazer públicas e submeter à consideraçom das independentistas galegas e galegos, e do povo em geral, as seguintes avaliaçons e propostas em relaçom ao juízo político que se celebrará a partir de 19 de outubro na Audiencia Nacional contra doze militantes independentistas:

1. O juízo político a celebrar em Torrejón de Ardoz é o anunciado colofom dumha montagem da Guardia Civil iniciada anos atrás e dirigida a laminar, por via policial, com a colaboraçom imprescindível do tribunal de exceçom, o independentismo politicamente organizado e gerar um cenário de terra queimada para o futuro. É significativo neste sentido que o mesmo juíz que em 2013 ditaminava a existência jurídica dumha imaginária “banda terrorista” a atuar na Galiza para “subverter a ordem constitucional” seja agora quem tem nas suas mãos o status legal da nossa Organizaçom e a liberdade e a vida dos nossos militantes.

2. A ilegalizaçom de Causa Galiza, assim como o encarceramento de doze independentistas galegas e galegos, a ilegalizaçom de Ceivar, umha inassumível repressom económica e a supressom de direitos civis, políticos e laborais das independentistas encausadas aparecem como os cenários possíveis em que pode desembocar esta montagem. É óbvio que enfrentamos a possibilidade de o Estado pósfranquista espanhol modelar o mapa de opçons politicas operativas na Galiza com encarceramentos e ilegalizaçons e constranger, ainda mais, as raquíticas liberdades democráticas resultantes da fraude conhecida como Transición espanhola.

3. A disoluçom de Causa Galiza, após tipificá-la como “banda criminosa”, apesar de nom existir nenhuma evidência constatável de atividade ilegal, sentaria um preocupante precedente jurídico para o futuro, ao se poder designar como “entidade sucessora” qualquer partido ou organizaçom que postulasse idênticos objetivos —a reivindicaçom do direito de autodeterminaçom, a independência nacional e o socialismo— aos que nós formulamos hoje.

4. O que está em jogo nesta hora nom é só a supervivência dumha organizaçom política minoritária submetida durante cinco anos a umha continuada extorsom repressiva, ou o futuro dos processados e processadas. O que está em jogo é, aliás, a imposiçom dum corsé de ferro à liberdade de associaçom política e ao direito a exprimir em liberdade ideias e projetos de país aplicando, como sucedeu antes no País Basco, um paradigma repressivo que facilita a perseguiçom de qualquer dissidência política. A gravidade do que pode estar a ponto de acontecer exige que ninguém que se denomine democrata se ponha de perfil. Hoje, os herdeiros do franquismo sem Franco, que continuam comodamente incrustados nos aparatos policiais e judiciais espanhóis, apostam na ilegalizaçom do independentismo

5. Reiteramos, como figemos com distintos formatos desde 2007, a nossa disposiçom e a nossa firme vontade de construir umha linha de intervençom política e social independentista que opere no quadro jurídico-político atual, denunciamos a extorsom política, organizativa, económica e sicológica de que é objeto a militância independentista e chamamos à mais ampla e ativa das solidariedades perante o juízo e a sentença que o tribunal sucessor do TOP fascista pode estar a piques de perpetrar.

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